Casa noturna com três ambientes vai seguir protocolos de segurança para atender o público.
Fotos: Divulgação
Vai ser inaugurada nesta quinta-feira (12), em Sorocaba, a Amiiici, novo espaço de entretenimento e gastronomia da cidade, com três ambientes, seguindo todos os protocolos de segurança recomendados pelos órgãos responsáveis para combater a Covid-19. “Além de respeitar a capacidade estipulada, vamos disponibilizar álcool gel e medir a temperatura dos clientes”, afirma Marinho Kanashiro, sócio da casa.
Amiiici, derivada da palavra italiana “amici”, significa amigos, e surgiu da ideia de três amigos com o propósito de cobrir uma lacuna na noite sorocabana. “Batizamos o espaço com três letras is, que simboliza os pilares da casa: os amigos sócios, as três faixas correspondentes a bandeira italiana, os três ambientes e o funcionamento em três dias da semana: quintas, sextas e sábados”, revela o sócio Tuta Menezes.
Os espaços vão ser divididos em lounge, club e terrazzo: o lounge será um ambiente com DJs e música ao vivo, sempre com atrações de alto nível, gastronomia assinada e comandada pela renomada e premiada chef Luiza Hoffmann e coquetelaria elaborada pelo mixologista Marco Padim. O Club dará espaço a house music em um ambiente exclusivo, com estrutura de som e luzes de última geração comparada a casas noturnas da Europa, com DJs residentes e outras atrações. Já o Terrazzo é ao ar livre, ideal para o happy hour depois de um dia de trabalho ou para apreciar uma noite bonita, com bar exclusivo e drinks frescos para noites de calor.
“Neste início vamos trabalhar com reservas para evitar filas e aglomerações, sempre respeitando a capacidade da casa e a porcentagem permitida pelos governantes”, conclui Tarcísio Palagi Júnior, terceiro sócio do espaço, localizado no número 2121 da Av. Dom Aguirre, uma das principais vias da cidade.
Serviço: Amiiici – Grand Opening Dias 12, 13 e 14 de novembro, a partir das 19h. Av. Dom Aguirre, 2121 – Jd. Santa Rosália Informações e reservas via WhatsApp: (15) 3233-0400
Confira o editorial de moda ‘Let’s Rock’ com Influenciadores digitais, com a direção de Ale Monteiro e Rafael Menezes.
O movimento do rock nasceu logo após a 2ª guerra mundial e tornou-se um estilo de vida para muitos. Além das mudanças de comportamento, a música questionou padrões e levou a cultura de rua para os palcos. Desde então, botas, jaquetas de couro, metais, texturas, brilhos, cortes, cores e estampas irreverentes passaram a caracterizar o estilo rock.
A ideologia transgressora conquista simpatizantes até hoje e se reflete na moda. Inspirado no Ícone do Rock dos Anos 50, Elvis Presley, que mostra que o branco também faz parte da cartela de cores do Rock.
Os modelos que aparecem neste editorial cheio de estilo são: Vincenzo Richy, Nadiane Gerloff, Natali Matos, Paulo Dalagnoli e Rafael Sanches. Vindo de nichos diferentes, os influenciadores e atores mostram o espírito do Rock’n’Roll, rebelde e fashion, nas fotografias.
Não Ficou Cool?
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Fotografia: Waldir Evora & Giovanna Iselle Beleza: Pablo Felix Produção: Felipe Castelo e Felipe Lançarim Direção Criativa: Ale Monteiro Direção Geral: Rafael Menezes VideoMaker: Toni Ferreira
Agradecimento Creative&Co Studios, Truss, Laura Mercier, Nars.
Confira o que rolou no quinto dia do evento digital.
Os três últimos dias do evento foram cruciais para mostrar a moda desconstruída e desenvolvimento tecnológico que rompe os paradigmas sócio-políticos e estéticas que sensibilizam os tempos de incerteza e sensibilidade atual. O vestir tem sido visto, na semana de moda brasileira como uma adaptação para maior versatilidade, conexão e comunicação.
Na domingo (9), sete marcas fizeram suas apresentações virtuais que contaram com muitas peças dramáticas, beachwear e homenagens à grandes mulheres.
No último dia de SPFW, Gloria Coelho abre o evento fazendo uma retrospectiva, mandando ideias ao universo, com estilo futurista e único, através do estudo sobre suas obsessões e as modelagens em que baseou sua carreira e DNA da marca com alfaiataria e recortes assimétricos, além de apresentar moda praia, ombreiras e malharia.
Luíz Cláudio, Apartamento 03, mostra o trabalho interrompido por uma nova realidade. A marca busca pela liberdade com peças em plissados, alfaiataria e babados dramáticos. Epítome da elegância e técnicas precisas de modelagem caracterizam essa coleção.
Proporções, volumes e a busca pelo autoconhecimento compõe a nova coleção da marca Aluf, de Ana Luísa Fernandes, criando novas formas de se comunicar e se envolver, expressando sentimentos e ideias nesse contexto de mundo em que a experiência física não se faz mais possível, até o momento. A coleção é dividida em três partes, sendo elas a primeira formada por tecidos crus, como uma tela em branco, a segunda composta por tons neutros envolvidos que ganham estampas de listras e brilhos, e, a terceira que explora profundidades com tecidos de trama de linho vazado.
Na coleção de Angela Brito, em seu segundo desfile para o SPFW, aprofunda o DNA da marca com técnicas de Pánu di Terá, técnicas de construção de tecidos manuais, com estampa em bordado manual, plissados, xadrez, sobreposições drapeadas, listras e assimetrias. Ainda é possível visualizar garrafas de água de plástico em peças, como manifesto à reciclagem, preservando a autenticidade do algodão sustentável como base de sua criação. Acessórios prateados englobam ainda mais o estilo modernizado da coleção.
Em “Lampejo” da marca Neriage, o conceito do lar, amplo, indefinido e caracterizado pela alfaiataria despojada, afirma que a coleção, em tons primários, remete ao minimalismo no quesito de recorte, com decotes transpassados, brilho e tecido fluido e plissado, mas ainda sim, esbanjando elegância às peças.
Isaac Silva é famoso por homenagear mulheres fortes que fizeram parte da sua trajetória como pessoa em seus desfiles. Nesta apresentação dividida em duas partes, Isaac conta uma história sobre Iemanjá e sua tia e nos deslumbra com um desfile, na segunda parte, visando a pluralidade, versatilidade e inclusão, usando três tipos de corpo. O artista, que carrega um dos nomes mais importantes para a indústria da moda, causou comoção ao escolher para o casting uma modelo gorda, sendo um dos poucos desfiles dessa semana que incluiu modelos fora do padrão. Vestidos e babados amplos, alfaiataria, peças alongadas fazem parte da sua coleção sem gênero, para todas as raças e tamanhos.
Na última apresentação da semana de moda brasileira, Ronaldo Fraga fecha este ciclo digital com chave de ouro, trazendo história, inspiração e muita emoção ao relembrar do seu primeiro desfile cujo tema era Zuzu Angel – costureira morta pela ditadura militar brasileira. A inspiração do estilista veio por conta dos tempos difíceis e de submersão durante a pandemia, batendo na tecla de que precisamos ser como Zuzu, que bateu de frente contra a repressão violenta da época. Ronaldo reinterpreta e reestrutura a estampa e coleção de 2001, com peças em renda, homenageando a história que faz paralelo com o contexto sócio-político atual. O poeta dos tecidos traz uma coleção 3D de vestidos simples e fortes.
Confira o que rolou no quarto dia do evento digital.
Na sábado (8), sete marcas fizeram suas apresentações virtuais que contaram com muito mix de estampas, resgate de identidade autoral e reflexão sobre a moda, trazendo o descolado para o novo normal.
No penúltimo dia do evento, Tom Martins abre o dia com a estreia da sua marca Martins, manifestado os anos 80, 90 e 2000, resgatando elementos emblemáticos das eras passadas na sua coleção. O vídeo de apresentação começa em preto e branco, com mistério e drama. As miçangas e detalhes manuais são a chave do lançamento. A estética sem gênero que as peças carregam, trazem vestes amplas e fluidas, para qualquer formato de corpo, listras, cores fortes e vivas, acessórios que dão peso e agregam identidade às peças. Em uma modelagem onde encontramos mix de estampas coloridas, animal print, xadrez e brilhos, alfaiataria solta ao corpo, calça jogger, fendas, detalhes com botões e bolsas feitas artesanalmente com miçangas. A coleção retrata o lado criativo e jovem à marca. Vestidos com babados, mangas bufantes e recorte com movimento, calça boca de sino em cetim. Os acessórios como gargantilhas e colares com spikes roubam a cena. Oversize, laços, colete e sobretudos. Estilo moderno, fun e streetwear criativo sem gêneros, a marca com criação através do “multimarca conceito” apresentou desafio e tradução de roupas versáteis, com foco no produto e várias formas de ousar e usar. O leque de especialidades de Tom fica amostra, mas os tecidos e técnicas se sobressaem. A marca que em seu ano de estreia, em 2016, era focada em jeans, não perde a essência mas o portfólio inclui inserções mais espaçadas. “Dinâmica descolada”.
A CA.CE.TE.Co, na nova coleção nomeada de Arquivo Zero, por Raphael Ribeiro, mostra que as partes do corpo falam mais que palavras em um cenário ainda de quarentena onde as pessoas estão vivendo seu cotidiano. Focada no underwear, a coleção permite a aceitação dos corpos e a participação do mesmo como produto principal. O ponto principal da marca é enfatizar o espírito livre, aceitação sexual, liberdade, direito à expressão, body positive e a diversidade, que podemos ver em seu casting, com amigos e familiares. A coleção traz a reflexão que o período desafiador serve para repensar e desacelerar por conta da pandemia, o artista achou mais consciente não fazer uma coleção de roupas e sim explorar o conforto e a liberdade que o momento nos pede. Entre as 12 peças apresentadas estão calcinhas, hot pants, fio dental, jockstraps, cueca boxer, sutiã com transparência e tops. A marca volta às origens que fizeram o nome da CA.CE.TE.Co.
MODEM, de André Boffano, em apresentação poética, valoriza a moda brasileira e reflete sobre sustentabilidade, trazendo signos e códigos nas peças que mostram a moda como processo de conhecimento e transformação. O objetivo do vídeo é identificar a relação do tempo e do tempo de cada roupa, reafirmando o DNA e estética da marca, como ferramenta de comunicação. Luvas, alfaiataria inteligente, couro e malha, botões e ferragens em prata nas blusas, saias e calças, cropped, sobreposição, plissados, bolsa, bota over the knee e sapatos com salto em formato circular simboliza o chique atemporal nas cores neutras.
Marina Dalgalarrondo traz mix de cores e perspectiva imersiva dos detalhes na atmosfera da coleção “SERão” de ÃO. A superfície plural ao audiovisual aproxima o público, fazendo esse jogo de linguagem que significa o ser que contempla o todo trazendo a ambiguidade maquinal/mecânica versus o instinto/orgânico. O delírio no ecossistema reflete o ser livre sendo resistência da cultura brasileira, a angústia que provoca e desperta a resiliência para a criação, “a escuridão da floresta revela o instinto do medo”. Decote profundo, plissados, luvas, estampas únicas e cortes assimétricos com sobreposições, cortes alongados e babados criam este cenário de analogia à pandemia que fez crescer a força criativa muito forte na estilista, trazendo elementos sustentáveis, repensando em como comunicar no aspecto de revolução digital.
O “Ritual” de Amapô Jeans, de Carolina Gold e Pitty Taliani, com o apoio da Vicunha, estuda a forma e o universo urbano, levando-o ao conforto para dentro de casa em um desenvolvimento que agrega um valor maior por ser um trabalho autoral e atemporal, com materiais recicláveis e parcialmente reciclados e o upcycling, a marca apresentou diferentes tons e recortes de jeans, onde podemos visualizar elementos como babados, modelagem vintage e oversized com moletons, saias, croppeds, calça clochard, jogger, reta, pantacourt e flair, macacão estilo jardineira, kimono, colete e jaquetas com capuz, como terceira peça. Estampas em poá e o estilo comfy descolado que tem estado em alta durante a pandemia. “O jeans tem um uso óbvio e sua criação precisa ser sempre criativa e inovadora”. As estilistas e idealizadoras da marca optam pela indústria brasileira na hora de fazer suas criações e visam os seguintes pilares: tecelagem, caimento, sustentabilidade, tecidos sem muito elastano, peças vintage e duráveis.
FREIHEIT – traduzido do alemão; liberdade – é estreia no SPFW e apresentou sua coleção minimalista “Flaguear Collection” com identidade visual que remete à bandeiras. Recorte quadrado e robusto, as peças da coleção lideram amplitude, alfaiataria. Botões pretos, short, camisetas regatas com tendências, terceira peça em casaco corta vento que remete ao universo sportswear, além do chapéu/boné com capa que aparece pela segunda vez na semana de moda. Macacão, cores vivas como vermelho, azul, roxo, amarelo, laranja, branco e preto são vistas também em croppeds, blusas em tricot, e estampas com corações e cruzes. Marcio Mota constrói a coleção em torno do ready to wear e streetwear urbano esportivo, para todos os tipos de corpos, estilos e gêneros. A modelagem quadrada permite que o GRID seja livre de acordo com o styling de quem usa, modelando o caimento. Marcio democratiza a arte e ressignifica o workwear com uma narrativa versátil e olhar de profundidade.
Lino Villaventura, representante nacional na moda desde 1996 no SPFW, apresentou imagens fortes, inspiradoras que incentivam o poético impactante no vídeo-performance narrado por Ney Matogrosso. É possível identificar um estilo dramático em cena, com cores vivas, tecidos finos, vestidos com caimento e balanço, estampas, transparência, renda, saias rodadas, alfaiataria, assimetria e upcycling.
Confira o que rolou no terceiro dia do evento digital.
Na sexta-feira (6), oito marcas fizeram suas apresentações virtuais que contaram com muitos babados, plissados e liberdade criativa.
Lucas Leão abre com o primeiro desfile do dia, apresentando a coleção Aehter – elemento químico acima da atmosfera – através de um vídeo 3D, mostrando as peças em 360º, e estampas listradas feitas por Jemima Kos. Estilo moderno é a chave da sua coleção. O lançamento é desenvolvido com traços que se assemelha ao couro entrelaçado, formas amplas e acolchoadas, sofisticando o contemporâneo. Detalhes nos acessórios e streetwear refinado, Lucas não mediu esforços ao apresentar uma coleção que divide opiniões. Plissados e assimetria estilizam o corte fashionista das peças. Enfatizando o afastamento das pessoas durante a pandemia, trazendo o olhar de novos formatos de comunicação, imagem e consumo; além do envolvimento do digital, em perspectiva de imersão em trazer a coleção para outro plano com a eternização da imagem, espiritualismo e infinito. A imortalidade de uma peça atemporal fotografada e digitalizada, aproximando o espectador também com filtro de realidade aumentada, em 3D, no Instagram @lucasleao.co com imagens dos looks em 360º. A marca que sempre teve o traço da tecnologia muito forte, cria uma coleção que será lançada aos poucos, dando continuidade à experiência que se conecta ao mundo 5G, transmitindo a essência da marca: a roupa em contato com a pessoa.
LED, de Célio Dias, traz o desmembramento da nossa cultura com ideias de acordo com o tempo e a vivência do estilista. O intuito da sua coleção foi retomar o Brasil com o orgulho de ser brasileiro, que se perdeu ao longo dos últimos anos por conta da política e também pela pandemia, fazendo o público compreender que o digital é um suporte mas o contato físico e emocional é imprescindível. Vestes transpassadas assemelhando-se a ‘redes de pesca’, crochê com pontos abertos em biquínis, camisetas e vestidos, kimono com tecido leve e despojado, t-shirt com frases impactantes como “Abaixa o macho astral”, tie-dye em peças jeans, conjuntos de alfaiataria, capa de chuva, macacão, colete, peças em couro como saias e jaquetas, shorts curtos, casacos bicolor, estampa geométrica e divertida; metamorfose brasileira sem gêneros.
A MISCI, de Airon Martin, é uma das marcas de estréia no SPFW este ano e traz sua primeira coleção chamada Impúbere. A beleza poética e política das peças, inspiração criativa, conterrâneo de Mato Grosso do Sul, suas peças trazem o DNA de uma cidade agrária e em todas elas é possível ver a desconstrução do estilista através da imagem, cujo o tema é causar reflexão. “A moda é amadurecer”. Vestidos longos e secos ao corpo, conjunto de bermuda e camisa com franjas, calça ampla reta, estampa quadriculada, alfaiataria e cores que remetem ao Brasil, com detalhes em crochê. Intervenção artística e estética ligada à arquitetura e design imobiliário reflete a metodologia de materialização de produtos e serviços, se apropria do design da cidade de São Paulo e ao empreendedorismo.
Renata Buzzo faz sua estreia com um resgate ao barroco na sua coleção “Estudos Melancólicos”, trazendo elementos como mangas bufantes, corte amplo, detalhes manuais, transparência porém sem mostrar muita pele, vestidos retos com movimento singelo na barra, como túnicas. Frente única, cetim, lastex, decote nas costas, minimalista, transpassados, babados e estrutura romântica. Tons em nude se harmonizam com cores mais quentes e as delicadeza nos tecidos. A marca vegana, com pilares de slow fashion, peças numeradas e lixo zero, desde 2016, a sustentabilidade se desenvolve com técnicas de reutilizar o corte e tecidos das peças, criando as superfícies que trazem movimento às peças, utilizando da poesia para a criação das coleções, falando dos incômodos, sinais de esgotamento e o amanhã, caracterizando a sinergia com o atual, durante o processo criativo.
O quinto desfile de sexta-feira foi de Juliana Jabour, com uma estética gótica, sua coleção de sportswear refinado, descolado e atemporal, em colaboração com a famosa marca de bonés New Era, que celebra 100 anos, em um Sport Chic, juntando a alfaiataria com saias plissadas, revivendo o estilo Dior épico, babados balonê, mangas bufantes e estampa criativa, neutralizando o romântico com o streetwear, moletons e estampas de listras combinando com sapatos Oxford e meias ¾. As saias volumosas, laços, gola alta estilo vitoriano, contrapondo com os elementos da New Era, criando um perfect match, misturando as duas identidades.
Walério Araújo em sua criação “Quarentena” nos apresenta muita cor, expressando tempos de alegria e liberdade, resgatando a esperança para tempos melhores. Os detalhes manuais das duas peças, indicam a criatividade que o artista teve e a preocupação em sensibilizar alegria aos espectadores. A saia com volume e tule vermelha representa a revolução, a energia como cor quente, que instiga. Já a jaqueta com pedrarias, brilhos e franjas nas cores do arco-íris, nos lembra da luta LGBTQIA+, a prosperidade e o otimismo para o “novo normal”.
A nova coleção de Handred, Copacabana, por André Namitala, simboliza o tempo como fator principal para a criação da coleção. O Rio de Janeiro fica estampado nas peças que carregam elementos famosos da cidade maravilhosa, como o Cristo e a famosa calçada de Copacabana, em recortes amplos, leves e com transparência, suavizando o clima de verão. A modelagem simples porém chic traz bordados, estampas geométricas, chapéus, cores claras e muitas camadas.
O último desfile artístico virtual da noite foi estrelada pela coleção do bravo João Pimenta que utilizou a oportunidade para se posicionar através do estilo alegórico que junta a arte e a moda. João neutraliza os modelos para que qualquer pessoa se sinta representada e consiga se visualizar dentro da peça da coleção sem gêneros, “uma forma de humanizar a moda racista, gordofóbica, elitista e padronizada”. A coleção passa a sensação do profundo, do impactante, em uma obra inspirada na soma da vivência do artista, no contraponto pobre e rico, masculino e feminino. A moda como desejo de linguagem se encontra distante da arte em tempos atuais, portanto, a idealização deste desfile remete ao lado artístico com elementos bordados, máscaras, estampas xadrez, alfaiataria com diversas sobreposições e camadas, montando uma imagem futurista, gola vitoriana, renda, babados até nas barras das calças, muito mix de tecidos e jogos de estampas, maxi blazers estruturados, manga princesa e saia balonê, criando um universo dramático através de uma marca que sempre foi conhecida para o público masculino e João reposiciona e flexibiliza os padrões.