Sheet Masks: máscaras coreanas de papel são a nova sensação do universo da beleza

08 maio, 2017

Fenômeno mundial que começou na Coreia do Sul, as máscaras descartáveis de papel oferecem um complemento para tratamentos dermatológicos e, por serem úmidas, ajudam na penetração dos ativos, com vantagem com relação às máscaras cosméticas

Um novo fenômeno surgido na Coreia do Sul já é sensação nos Estados Unidos e chega agora ao Brasil: são as Sheet Masks, máscaras descartáveis de papel com vários efeitos benéficos para o rosto. Segundo o pesquisador em Cosmetologia Lucas Portilho, farmacêutico e diretor científico da Consulfarma, as máscaras (que são úmidas) podem potencializar ação rejuvenescedora, fornecer tratamento antiacne, clarear a pele, estimular colágeno, controlar oleosidade e muito mais — tudo dependendo dos ativos da formulação. “A diferença é que elas são úmidas e no meio úmido os ativos penetram mais. Elas não são máscaras secas. Essa é a principal vantagem, juntamente com a oclusão, que faz com que os ativos sejam obrigados a atingir o alvo, não existe outro caminho a percorrer: eles vão penetrar na pele”, completa o especialista.

Lucas explica que as sheet masks podem ser aplicadas na face e existem outros tipos para a região dos olhos e pescoço. “Dentro dessas máscaras, há ingredientes específicos para cada tipo de problema ou alteração. Existem sheet masks com ativos calmantes e próprios para rosáceas como a nicotinamida e a azeloglicina; algumas com propriedades rejuvenescedoras e para rugas contam com retinol, proteínas e também biopeptídeos estimuladores da pele como argireline e matrixyl; e temos também máscaras para pele oleosa com produtos à base de melaleuca e alguns ácidos ou alfa-hidroxiácidos”, afirma.

Essas máscaras faciais, de acordo com o farmacêutico, são feitas para serem aplicadas no rosto ou área determinada e deixar agir por 20 minutos. “Após retirar, não devemos lavar o rosto logo em seguida: é necessário deixar o produto agir na pele”, complementa.

A vantagem de ser descartável é não acumular bactérias, resíduos, sujeiras, poluição, resto de maquiagem e protetor solar. “Como você usa e joga fora, não há risco de ficar acumulando esse tipo de impureza e retendo partículas impróprias para a pele”, afirma.

O dermatologista Dr. Jardis Volpe, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia, recomenda o uso dessas máscaras na clínica como complemento aos tratamentos de laser e injetáveis. “Gosto bastante dos resultados. Muitas vezes eu falo para o paciente usar uma vez por semana ou a cada 15 dias também como tratamento domiciliar se for o caso e dependendo do problema”, afirma.

FONTE:
LUCAS PORTILHO
Consultor e pesquisador em Cosmetologia, farmacêutico e diretor científico da Consulfarma. Especialista em formulações dermocosméticas e em filtros solares. Diretor das Pós-Graduações do IPUPO Educacional, Hi Nutrition Educacional e Departamento de Desenvolvimento de Formulações do IPUPO. Atuou como Coordenador de Desenvolvimento de produtos na Natura Cosméticos e como gerente de P&D na AdaTina Cosméticos. Possui 17 anos de experiência na área farmacêutica e cosmética. Professor e Coordenador dos cursos de Pós-Graduação com MBA do Instituto IPUPO/SBE Educacional. Coordena Estágios Internacionais em Desenvolvimento de Cosméticos na Itália, França e Mônaco. Atua em desenvolvimento de formulações para mercado Brasileiro, Europeu e América Latina.

DR. JARDIS VOLPE
Dermatologista; Diretor Clínico da Clínica Volpe (São Paulo). Formado pela Universidade de São Paulo (USP); Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia; Membro da Sociedade Americana de Laser, da SBD e da Academia Americana de Dermatologia; Pós-graduação em Dermatocosmiatria pela FMABC; Atualização em Laser pela Harvard Medical School.

Jornalista responsável: Guilherme Zanette (MTB-SP 63.114)

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