Fairmont Mayakoba: Bem-vindo à terra do chocolate

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Texto e Fotos: Maurício de Souza

O hotel Fairmont Mayakoba se encontra na Península do Yucatán, na Riviera Maya. Além de ser um pedaço do paraíso na Terra é o local onde se iniciou o cultivo do cacau, dando origem ao chocolate, o produto mais desejado no mundo!

História do chocolate

Foto: Divulgação

Registros confirmam que sementes de cacau foram utilizadas no período da civilização olmeca, apesar de existir evidências que indicam cultivo anterior a esse período. O cacaueiro é uma planta nativa do México, da região do Yucatán, que cresceu em outras regiões da América Central e do Sul.

A semente do cacau tem sido utilizada por mais de três mil anos e, durante a civilização Maia, se produzia uma bebida amarga chamada xocoatl, que era temperada com baunilha e canela. Acreditava-se que essa bebida ajudava a combater o cansaço e ser afrodisíaca. Vestígios de uma plantação de cacau datada entre 1150 e 1450 a.C. foram encontrados em Puerto Escondido, em Honduras.

Um recipiente foi também achado e pela análise de seu conteúdo, concluiu-se que produzia-se uma bebida alcoólica pela fermentação dos açúcares contidos na polpa que envolve os grãos, bebida essa que continua a ser feita até hoje em partes da América Latina.

Foram encontrados também resíduos de chocolate em uma peça de cerâmica maia de Río Azul, na Guatemala, sugerindo que a bebida já era conhecida por volta do ano 400 d.C. Documentos maias e astecas relatam que o chocolate era usado no dia a dia e também em cerimônias, apesar de ser uma bebida consumida apenas pela elite.

Com o passar do tempo, o chocolate ganhou muita importância econômica e notoriedade nas civilizações da Mesoamérica e pré-colombianas. Os maias utilizavam as sementes do cacau como moedas; com 100 favas de excelente qualidade podia-se adquirir um escravo.

Durante o período do Império Asteca (1325 a 1521 d.C.), as sementes eram utilizadas para pagar tributos. Um dos maiores objetivos da expansão asteca para o sudeste da América Central, no século XV, foi o de controlar as regiões produtoras de cacau no Istmo de Tehuantepec e no litoral sul da Guatemala. Segundo historiadores, os armazéns de Montezuma II, em Tenochtitlan, continham mais de 40.000 cargas de amêndoas de cacau, algo estimado em torno de 1.200 toneladas. A maior parte dessas valiosas sementes destinava-se a pagar os guerreiros e também alimentá-los.

Bernal Diaz, o soldado de Cortés e narrador da conquista, informou que somente a guarda do palácio consumia diariamente mais de 2.000 taças da bebida.  As sementes do cacau foram utilizadas como forma de pagamento até o século XX, pois em algumas partes da América Central, o cacau ainda era usado como dinheiro.

E o cacau chega à Europa…

Durante a sua quarta viagem ao Novo Mundo (1502), Cristóvão Colombo nota grandes carregamentos dos maias contendo utensílios de cobre, armas, algodão, vários tipos de alimentos e sementes de cacau que, segundo o navegador, “eles pareciam ter em grande apreço”. Mas somente em 1519, com a conquista do Império Asteca por Hernán Cortez, que os espanhóis descobriram  a utilização das sementes de cacau. Os maias tomavam a bebida do jeito que era, amarga. Quando os espanhóis chegaram, acharam-na desagradável e adicionaram  cana de açúcar, baunilha e anis. Foi um sucesso enorme e então começaram a exportar o cacau para à Europa do jeito que os astecas transportavam, em tabletes compactos.

Às barras eram adicionados leite quente ou água e eis que surge a bebida conhecida e amada até hoje nos quatro cantos do mundo. Os espanhóis, que viviam no México, demoraram um pouco para se acostumar ao novo paladar tanto que Cortez obrigou-os a tomar a bebida constantemente, pois segundo o imperador Carlos V, “uma taça da preciosa bebida permitia aos homens caminhar um dia inteiro sem necessidade de outros alimentos”.

Durante o retorno à Europa em 1526, Cortez  deve ter levado diversas amêndoas que foram consumidas fora do continente americano pela primeira vez. O primeiro carregamento comercial ocorreu em 1585 partindo de Vera Cruz, no México, para Sevilla, na Espanha. Por quase 100 anos, o preparo da bebida  permaneceu como um segredo espanhol, onde apenas a aristocracia local tinha acesso ao caro produto, até que foi finalmente introduzido na Itália em 1606 e, a partir daí, para à França. Logo, a bebida se tornaria popular, e as “casas de chocolate” se espalhariam por toda a Europa.

Nos séculos XVII e XVIII, o chocolate foi considerado tanto um alimento como um auxiliar da digestão. Por um longo período, os espanhóis cultivaram cacau na América Central usando escravos africanos. Com o passar dos anos, a demanda pelo cacau cresceu tanto que a França, Holanda e Inglaterra começaram a produzir cacau nas colônias caribenhas enquanto os espanhóis iniciavam o cultivo do cacau na Venezuela. Com o aumento da produção, o valor do cacau caiu e o chocolate ficou acessível à população em geral. À partir da segunda metade do século XIX surgiram os primeiros “empresários do cacau”. Entre esses destacaram-se membros das famílias Hershey, Caldbury, Fry, Rowntree, Cailler, Suchard, Peter, Nestlé, Lindt e Tobler. Cada uma dessas famílias contribuiu com os diversos tipos e formas de chocolates que se encontram hoje à venda no mundo inteiro.

Hotel Fairmont Mayakoba, Riviera Maya

Foto: Accor Hotels

Localizado na região da Península do Yucatán, na região mundialmente conhecida por Riviera Maya, no México, o hotel é um pedaço do paraíso na Terra. A viagem de 45 minutos desde o aeroporto de Cancun até o hotel pode ser organizada pela empresa Maritur, que faz os traslados em vans luxuosas, confortáveis  e todas equipadas com gadgets eletrônicos modernos e Wi-Fi. O hóspede é aguardado por motoristas devidamente uniformizados  e com uma placa indicando seu nome.

Assim que se chega, o cliente é acompanhado até à van onde toalhas molhadas e perfumadas lhe são oferecidas, além de água mineral e revistas de luxo. O hotel fica em uma região repleta de atrativos, como os bares, as lojas e os restaurantes de Playa del Carmen, os cenotes (piscinas naturais) e as ruínas maias de Tulum, Cobá ou ainda Chichén Itzá. A empresa Maritur organiza esses passeios seja em forma individual ou em grupo sempre prezando um atendimento impecável.

O complexo hoteleiro se encontra dentro de uma floresta tropical de 971,246 metros quadrados e 401 aposentos, incluindo as 34 suítes conhecidas como casitas. O hotel é extremamente moderno com grandes estátuas, corredores com pés-direitos altíssimos e ambientes com uma decoração luxuosa e de extremo bom gosto.

Desde a entrada principal até o aposento, o hóspede será acompanhado em um carrinho de golfe. Durante toda a estadia, esses carrinhos de golfe os levarão à qualquer parte do complexo. Lagoas, rios de água doce, mangues, árvores sem fim, pássaros coloridos e tantos outros pequenos animais compõem o belíssimo cenário.

Bar principal – Lobby
Campo de golfe

Afinal, o hotel se encontra dentro de um conjunto de ecossistemas. Acordar pela manhã e escutar os primeiros cantos dos pássaros é algo para ser lembrado eternamente. Para quem desejar, o hotel tem bicicletas disponíveis para passeios dentro da propriedade. Os aposentos são super espaçosos, requintados e com camas aconchegantes. Os decoradores utilizaram cores típicas mexicanas que vão desde os pastéis nas paredes ao marrom do mobiliário à cor laranja das cadeiras.

Não falta absolutamente nada para o hóspede exigente, como aparelhos de som Bose, televisão de plasma, máquina de café e frigobar. O banheiro tem duas pias separadas e uma gigantesca banheira de imersão profunda. Bem próximo ao banheiro estão dois grandes guarda-roupas com capacidade para muitas roupas, sapatos e malas.

As amenidades são da casa Le Labo, uma casa fundada em New York, porém com sede em Paris onde os perfumes são personalizados. A linha disponível para os clientes é a Rose 31 com seu hipnotizante perfume de rosas. Os aposentos com vista para o rio e para o manguezal têm um balcão com cadeiras de onde é possível apreciar a natureza.

O hotel tem várias piscinas para famílias com crianças e só para adultos. Para quem optar para a estadia “all inclusive”, a piscina para adulto tem um bar com uma lista enorme de bebidas premium e tequilas de excelente qualidade, como tequila Herradura Ultra Añejo. Comer no hotel é uma verdadeira indulgência.  O pacote “all inclusive” oferece todas as refeições inclusas na diária, como comida gourmet deliciosa, variada e divinamente apresentada, além de bebidas premium. Um verdadeiro luxo e um serviço espetacular. Nada parecido com muitos hotéis que fazem propaganda oferecendo esse mesmo tipo de pacote.

A primeira refeição do dia é servida no restaurante La Laguna, situado entre a lagoa e o manguezal. Este local propõe um menu de comidas típicas mexicanas e várias estações de tortas, pães, frios, frutas, saladas, guacamole, pico de gallo, doces, ovos em qualquer estilo, sucos de frutas, vitaminas, uma fonte de chocolate e um bar completo.

A estação favorita é a das quesadillas.  Há uma senhora que prepara essa delícia mexicana que pode ser feita com farinha de milho azul ou branca recheada com pimentões poblanos, huitlacoche (uma espécie de fungo que cresce no milho) ou ainda “cochinita pibil” (carne de porco marinada na laranja e cozida na folha de bananeira). Todos os dias o restaurante oferece um prato especial que pode ser “huevos rancheros” ou “enchiladas”. 

O almoço pode ser peixe grelhado com arroz e feijão acompanhado de uma mousse de abacate com sorbet de laranja e semente achiote. O restaurante Las Brisas Coastal Grill & Bar, de frente para o mar e com lindas cores brancas e azul, oferece pratos, como ostras, tacos de camarão, tataki de atum e sagú de tapioca com sorbet de tangerina. A bebida para acompanhar pode ser uma margarita de limão. Para quem quiser almoçar com um pouco mais de privacidade, esse restaurante é super chic e exclusivo.

No menu, pratos saborosos e apresentados de modo a causar um impacto visual, como o delicado ceviche de mariscos ou o delicioso polvo grelhado acompanhado de uma margarita de limão com pimenta habanero. Afinal, estamos no México. Para um almoço leve uma outra opção pode ser um soufflé de aspargos com claras de ovos.

O outro restaurante do hotel é o El Puerto. O menu proposto é asiático com influências latinas. O estilo é buffet chic apresentando delícias, como sushi de salmão apimentado e sashimi de atum toro, curry de frango e bok choy e, como sobremesa, cheesecake japonês e mousse de yuzu japonês com manga.

Após toda essa maratona de apetitosas comidas, recomenda-se ir ao Spa Willow Stream, um pano de fundo místico para uma experiência inesquecível que lembra as texturas, cores e aromas da cultura maia antiga. Sob a sombra das pedras e árvores que os maias usavam para erguer monumentos e templos lendários há milhares de anos, o hóspede encontrará lugares para descansar, refletir e encontrar sua energia.

O ambiente tem piscinas com água do mar, academia com aparelhos de ginástica de última geração, sauna seca e a vapor e salas para repouso. Para quem só utilizar a piscina do Spa e as saunas é necessário pagar uma pequena taxa adicional. O Spa também oferece tratamentos corporais e faciais.

O hotel organiza diariamente diversas atividades gratuitas que pode ser um passeio com o catamarã no mar ou de barco pelos manguezais para descobrir a exuberante fauna e flora. Para os amantes de golfe, o hotel tem o lindo e verdejante El Camaleon Golf Club com 18 buracos, par 72 desenhado pelo famoso golfista australiano Greg Norman.

Por fim, se o desejo for conhecer a terra do chocolate, o Fairmont Mayakoba será uma experiência única.

Serviço:
Site: www.fairmont.com/mayakoba
E-mail: mayakoba@maritur.com
Telefone: +52 984 2063095