“Caminhando sobre a Terra”- Uma viagem a 10 lugares ameaçados no Planeta

14 nov, 2014

A ação S.O.S Terra é um projeto artístico e ambiental idealizado pelo artista plástico Thiago Cóstackz, que usa o poder instigador da arte para alertar de forma criativa e provocadora sobre problemas ambientais do nosso tempo. A ação acontece há seis anos nas ruas de São Paulo, realizando intervenções urbanas e manifestos interativos, que visam alertar a população sobre a situação preocupante do Planeta. A ação também busca alertar sobre as extinções em massa que aceleraram nos últimos anos, a um ritmo até mil vezes mais rápido que o normal.

 

Visando inovar e crescer com o alcance do trabalho proposto, o artista Thiago Cóstackz idealizou uma expedição que visitou 10 lugares severamente ameaçados na Terra, passando por quatro continentes, usando a arte como veículo do discurso ambiental, instalando obras de arte nestes locais ameaçados, produzidas inteiramente com materiais certificados e sustentáveis. Fazendo assim uma conexão direta com estes problemas, chamando atenção para a preservação e também alertando sobre a gravidade da situação encontrada. Foi à primeira expedição artística e cientifica já realizada ao redor do mundo que se tem conhecimento. Uma ação pioneira que usou a arte e informações científicas para compor este grito de alerta. São centenas de fotos e vídeos de imagens impressionantes que juntamente com dados importantes deram origem a um documentário e a um livro, ambos chamados: “Caminhando sobre a Terra – Uma viagem a 10 lugares ameaçados no Planeta”.

 

A expedição S.O.S Terra 2013 percorreu cerca de 62.333 km passando pela: Ásia, Europa, Américas do Norte e do Sul. Foram visitadas as regiões do Oceano Glacial Ártico, a grande Capa de Gelo da Groenlândia (a maior massa de gelo da Terra depois da Antártida); O Permafrost, na região leste do Oblast de Arkhangelsk, na Rússia (um solo permanentemente congelado e lotado de gás metano que recentemente começou a derreter surpreendendo os cientistas); a Geleira de Vatnajökull, na Islândia (a maior da Europa), onde se localiza o Lago Glacial de Jökulsárlón (que cresceu quatro vezes de tamanho desde 1970, impulsionado pelo aquecimento global); as cidades de Veneza/Itália e Amsterdã/Holanda, como exemplos de lugares que podem enfrentar grandes problemas no futuro ou até mesmo desaparecerem com o derretimento das geleiras e aumento no nível dos oceanos. No Brasil, a expedição visitou a Caatinga nordestina (Bioma endêmico do país e um dos mais ameaçados pela desertificação no mundo), os corais do Atlântico Sul, no litoral nordestino, entre Fernando de Noronha e Touros, no Rio Grande do Norte, a Mata Atlântica, no sudeste brasileiro, a Floresta Amazônica, no norte do país, e a cidade de São Paulo mostrada aqui como um modelo de cidade onde o estilo de vida nocivo de enorme impacto coloca em risco sua própria existência.

 

Ao contrário das enormes intervenções urbanas que o artista costuma realizar em grandes centros, como São Paulo, as obras instaladas nestes locais tiveram seu tamanho sensivelmente reduzidos por vários motivos: o primeiro é que os locais eram de difícil acesso, muitos só eram acessíveis através de vários meios de transporte (carro, barco e avião), e ainda era preciso, em alguns casos, caminhar por até 18 km em um único dia, incluindo escaladas de montanhas com mais de mil metros de altitude, com as obras de arte e demais equipamentos de filmagem presos às costas dos membros da equipe. Havia ainda a intenção de não agredir ou interferir com grandes instalações nos locais visitados (ambientes já ameaçados e frágeis); No caso da Rússia, por exemplo, existia ainda um agravante: uma complexa legislação que proíbe instalações artísticas e “protestos” envolvendo as temáticas Ambientais e de Direitos Humanos. E a mais importante: é que quanto maiores fossem as obras mais se gastariam matérias primas para produzi-las, necessitando também de quantidades ainda maiores de combustíveis fósseis para transportá-las entre vários continentes. Por isso trabalhamos no limite com relação ao tamanho das obras de acordo com cada local.

Com textos, imagens e pesquisa científica de Thiago Cóstackz, trata-se de uma edição especial patrocinada pela empresa francesa Air Liquide. São milhares de livros impressos, com rigoroso processo sustentável, que além de contar com matérias primas certificadas, são impressos em uma máquina que reutiliza cada gota de tinta que foi usada no processo de impressão, evitando a contaminação da água com materiais tóxicos e o desperdício de matérias primas.

Com textos, direção e pesquisa científica de Thiago Cóstackz, é um dos poucos documentários do tipo que já foram produzidos no Brasil. Exibe, em 1h17min., através de ricas imagens e de humanos sempre caminhando, que jamais encararam a câmera, um resumo poético desta aventura que percorreu mais de 60 000km ao redor do mundo. O filme começa contando uma breve história, da formação da Terra até a chegada do homem, com seu impacto, que mudou para sempre nosso Planeta. Depois, a narradora Jacqueline Dalabona cita cada um dos lugares percorridos, contando de forma precisa, forte, real e até mesmo dura em alguns momentos a complexa situação encontrada pela equipe S.O.S Terra nestes locais. Uma sequência de impressionantes imagens apresentam ao observador alguns dos “espetáculos macabros” que acontecem no Planeta e que são fruto da interferência humana e das mudanças climáticas que acontecem em nível global. Um retrato atual do mundo em que vivemos, em que o observador é colocado como grande protagonista desta história.

Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=48dtf3_oH_0

 

Também estão presentes no livro fotos das intervenções urbanas realizadas no centro de São Paulo, como uma projeção de mapping 3D medindo 546m² realizado no Prédio da Secretaria da Cidadania e Justiça, a intervenção “Salve Me”, um balão de polvo gigante que faz conexão direta com a vida marinha severamente ameaçadas pelas mudanças climáticas que ocorrem nos oceanos.  E também os body arts (performances e intervenções corporais) realizadas no corpo do próprio artista e no de celebridades como: os atores Christiane Torloni, Carlos Casagrande e na modelo Fernanda Tavares, inspiradas nos quatro elementos da Terra, as imagens fazem referência a problemas ambientais do nosso tempo.

 

Thiago Cóstackz tem 29 anos, é um artista plástico brasileiro, ativista Ambiental e Embaixador Nacional de Sustentabilidade da marca alemã Puma Sports. Potiguar radicado em São Paulo há seis anos, realizou mais de 40 ações e exposições no Brasil e no mundo, incluindo uma intervenção no famoso show “The Wall”, a convite do músico inglês Roger Waters em 2012. Realizou trabalhos importantes em vários países do mundo como: Holanda, Itália, Groenlândia, Rússia, Noruega, Finlândia, EUA, Chile, Islândia e para marcas como Hugo Boss, DKNY, Puma e Jaguar. Sua exposição “Mitos e Ícones” (mostra manifesto para fundar o 1º Museu do Brasil de EcoArt Sustentável) recebeu mais de 100 mil pessoas em apenas 40 dias em local na Av. Paulista. Realiza há cinco anos o projeto ambiental “S.O.S Terra – Para que o mundo não acabe”, uma ação ambiental que usa o poder instigador da arte para comunicar problemas ambientais de nosso tempo. O artista agora lança seu primeiro filme e livro, “Caminhando sobre a Terra – Uma viagem a 10 lugares ameaçados no mundo” sobre a 1º Expedição Artística e Científica ao redor do mundo, que visitou 10 lugares severamente ameaçados no Planeta. Para melhores informações sobre o artista acesse: www.costackz.com

 

Membros da Expedição S.O.S Terra 2013:

 

André Lazzari: 35 anos, voluntário e tradutor de: inglês, russo, islandês, espanhol e italiano;

 

Felipe Cavalheiro: 29 anos, voluntário e produtor das ações S.O.S Terra 2013 em São Paulo e no mundo;

 

Patrícia Alves: 29 anos, voluntária, estudante de Relações Internacionais. Foi tradutora de alemão e inglês.

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